Pek’s sketchbook

Just another WordPress.com weblog

Archive for Julho 2008

# evidências

sem comentários

Soube que me amavas verdadeiramente, quando te sentaste a olhar-me dormir, só para eu poder sonhar à vontade.

Escrito por Maggie C.

Julho 30, 2008 em 3:55 am

Publicado em Vidas

# second chance

sem comentários

A vida voltou a colocar-te de frente para mim só para, finalmente, eu te poder dizer o adeus que nem tive tempo de te dizer quando o sangue me ferveu.

Escrito por Maggie C.

Julho 28, 2008 em 1:50 pm

Publicado em Testamento

# critério

sem comentários

Gosto de ti porque sabes ser feliz como a noite e as coisas que riem. Como em tempos gostei dela por ser forte como o aço e, ainda assim, trazer mimos e mel a jorrarem fartos no bolso da armadura. Antes de ser aquilo em que depois se transformou: rude, azeda e antipática, sempre mal disposta, com insultos sempre prontos para cuspir pela janela do carro e uma agressividade irritável a bailar-lhe na pele e nos olhos até durante o beijo.

… Porque queres saber um segredo engraçado que descobri há pouco tempo?

Gosto sempre das pessoas pelas mesmas razões.
Por mais diferentes que entre si elas sejam.

Escrito por Maggie C.

Julho 11, 2008 em 10:11 pm

Publicado em Vidas

# por presenciar

sem comentários

Mais um momento histórico na minha vida que tu perdeste. E de ser sempre tão assim, de nunca estares comigo quando as coisas importantes acontecem, é que eu sei que me perdeste para sempre, mesmo que eu não me convença e tu não saibas.

Escrito por Maggie C.

Julho 11, 2008 em 7:56 pm

Publicado em Testamento

# (des)engano

sem comentários

Em vez de andares para aí a ver se descobres se queres ou se deixaste de querer, era bem melhor que te ocupasses a descobrir uma maneira de me fazeres voltar a apaixonar por ti outra vez!…
Mas isto sou só eu a pensar com os meus botões, claro está. Deus me livre de te dizer alguma coisa, que se os conselhos fossem bons não se davam: vendiam-se.

Escrito por Maggie C.

Julho 9, 2008 em 10:19 pm

Publicado em Testamento

# fetiche

sem comentários

Sabes, Querida, hoje quiseram aproximar-se, mas antes e à cautela, perguntaram-me por ti. Como nada sabia, disse o que imaginei, que andarias algures, à solta pelas esquinas e balcões da noite, muito provavelmente na Festa do Fetiche. E então perguntaram-me que diabo poderias tu lá ter ido fazer sem mim, se no teu fetiche me transformei eu e estava ali. Fiquei a pensar no assunto. Mas pouco. Só um bocadinho, porque era sexta-feira.

Escrito por Maggie C.

Julho 4, 2008 em 11:50 pm

Publicado em Testamento, Vidas

# ter-te perto faz mais fácil querer-te longe

sem comentários

Deixa, não te importes nem consistas que te incomode demasiado. Não vês que as coisas se cumprem em ciclos? E que se tempos houve em que fomos semelhantes, se outros se sucederam em que nos tornámos quase extremas de tão opostas, voltámos, sem saber como, a ser tremendamente parecidas. Quase coincidentes, mais uma vez: eu e ela. Hoje acontece-me como lhe acontecia, não vês?! Da mesma maneira que sentir-me próxima só lhe servia para lhe ser mais fácil distanciar-se de mim; também o facto de a saber novamente por aqui, só tem servido para me aumentar a facilidade com que me sinto a afastar dela. Mais e mais e mais. A facilidade. Mais e mais e mais. O afastamento. A distância.

Não é irónico?!… Não é fantástico?!…

Escrito por Maggie C.

Julho 2, 2008 em 11:21 pm

Publicado em Testamento, Vidas

sem comentários

Surpreendentemente, hoje és “primeiras” e tens um beijo de espuma prontamente preparado para disparar na minha direcção, mal me vês chegar. E eu sorrio diante de mais uma confirmação de que segui, sim, o caminho certo. E, mais uma vez, reforço a sensação de que desta vez não é grave permitir-me estar aqui. Mesmo sabendo que estar aqui me expõe, de vez em quando, aos teus beijos. É que hoje eles são espuma e não me conseguem atravessar. Era preciso que continuassem a ser de brasa incandescente para ainda me poderem marcar.

Escrito por Maggie C.

Julho 2, 2008 em 10:41 pm

Publicado em Projectos

sem comentários

Ia só dizer que em tempos houve, sim, um sapo na minha vida. Mas o sapo que houve na minha vida sempre foi rei. Príncipe, nunca. Portanto, príncipe nunca tive nenhum. Assim sendo, presumo que o presente-surpresa não se destinasse a mim. Suponho que me tenha chegado às mãos por mero engano.

Seja como for, e porque tenho esta coisa de não conseguir aceitar como meu o que sei não me ser destinado ou pertencer, fiz o que pude para reparar o erro. Respirei fundo e, inclusivamente, quebrei os votos de não importunar os fantasmas e deixar que descansem em paz.  Falei com o único que conheço e perguntei-lhe se sabia alguma coisa a respeito. Não dizem que as almas do outro mundo sabem mais do que nós?! Pois então. Mas, no caso, não sabia. Pedi, pois, desculpa pelo incómodo, senti-me idiota e ri-me de mim mesma: como se os mortos soubessem alguma coisa do que acontece cá em baixo, onde anda a vida!…

Infelizmente, portanto, como não sei quem se enganou não posso alertar para  o engano. Lamento, mas não creio que haja mesmo nada que esteja ao meu alcance fazer para desfazer o equívoco.

Escrito por Maggie C.

Julho 2, 2008 em 10:31 pm

Publicado em Uncategorized

# dos recreios

sem comentários

Que alívio, minha linda, descobrir que és como eu e já não estou sozinha. Afinal não é assim tão difícil, nem complicado: tu também curvas reverência à sala mais majestosa da cidade. Tu também sabes que este palco é diferente, que são diferentes estas cortinas, este recinto onde só se está devidamente se for sentado, mas onde hoje nos colocaram de pé. Sim, tu és como eu. Sentes o indelével e ele não te pesa. Sabes do inefável, mas ele não te assusta. Percebes o que é sagrado mas não perdes o riso. E não te sentes nauseada, nem fazes cara de enjoada, nem te tomas de ânsias, palpitações e tonturas, nem foges espavorida diante da grandeza imensa das coisas.

E é tão bom, minha linda, tão bom!… Voltar a estar aqui sem me sentir sozinha no meio de tanta gente. Voltar a sentir-me tão acompanhada que o mundo inteiro desaparece num ápice e é como se nem me lembrasse de mais alguma coisa que existisse, como se tudo desaparecesse em redor e só ficássemos nós as duas, que somos melhores do que tudo o mais que para além de nós possa existir.

Aconteceu-me esta noite e foi mágico. Dar-me conta de que ainda é possível rir e ser leve e livre e grande e feliz e tranquila aqui dentro deste lugar. Ao lado de alguém. Na verdadeira companhia de alguém. Como nunca mais tinha acontecido. Nem sequer nas poucas vezes que, depois de tudo, o acaso ainda conspirou favoravelmente para que aqui regressasse com ela.

E acreditarias, minha linda, se eu te dissesse que esta noite, nem que ela regressasse ajoelhada diante de mim com a franqueza deanos atrás a incendiar-lhe outra vez os olhos, eu trocaria a tua companhia e sairia de perto de ti?!

Pois acredita, minha linda. Porque é a mais sincera das verdades.

É ela a morrer, minha linda. É ela a morrer finalmente, eu sei. Eu sinto. É ela a morrer finalmente cá dentro e eu a deixar. Finalmente. Enfim. Sem fazer absolutamente nada a não ser a vontade dela. Ela a morrer finalmente e eu finalmente a deixar.

Escrito por Maggie C.

Julho 1, 2008 em 11:54 pm

Publicado em Testamento, Vidas