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Archive for Novembro 2008

# ponto de fuga

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Havia um sueste brando, uma costela partida, talvez uma maçã de adão por trincar. Havia uma sina moura, um degredo de fado e uma lasca em farpa que não deixou espinho à carne. Mas, então, levantou-se do fundo da eira uma poeira fina, a avançar contra o olho como uma serpentina.  Veio vindo sem mais alarde que o dos pássaros ao largo e trouxe  com ela uma névoa embriagada. Um manto. Uma capa na esguelha da asa. Uma foligem rala. E, aos poucos, ficou só uma preguiça – injusta, é provável; ainda assim uma preguiça. Qualquer coisa mal quista mas que, todavia, pareceu ainda mais doce do que o acaso de dois braços selados em redor.

Escrito por Maggie C.

Novembro 22, 2008 em 1:44 am

Publicado em Vidas